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Blog Transplante Capilar Dr. Fabricio Ribeiro

Transplante Capilar

Existe hoje – mais do que nunca – um cuidado especial com a nossa aparência e, principalmente, com nosso rosto, afinal, por muitos, ele é considerado um verdadeiro cartão de visitas. Os cabelos, nesse sentido, são também alvo de todos os cuidados e tratamentos, visto que podem mudar significativamente a harmonia da face e, por consequência, nossa autoestima. O corte adequado pode trazer bastante confiança na vida profissional ou pessoal, mas como proceder quando observar algumas falhas e queda de cabelo excessiva?

Saiba que há diversas maneiras de tratar a queda de cabelo, mas é fundamental procurar um profissional especializado para conhecer as causas de tal problema a fim de corrigi-lo da melhor forma, pois nem sempre este é um sinal da calvície, já que ela é causada pela ação da testosterona nos folículos capilares presentes não apenas no couro cabeludo, mas em outras regiões como barba e sobrancelhas.

Neste caso, o hormônio sexual masculino (por esta razão, a calvície feminina é mais rara) é catalisado por uma enzima chamada 5-alfa-redutase e dá origem à di-hidrotestosterona (DHT). Este novo hormônio é o responsável pela alopecia androgenética – como é também conhecida a calvície – e pode alterar a estrutura capilar, o que impede o cabelo de chegar à superfície da pele, e até causar a morte celular dentro dos folículos, onde são produzidos novos fios.

O tratamento capilar para calvície é, de início, sempre clínico; podem ser utilizados remédios para queda de cabelo que impedem a produção do DHT ou um tônico capilar para crescer cabelo nas regiões alteradas por no mínimo três meses. Caso surta algum efeito, é mantida essa abordagem; do contrário, apenas o médico pode optar por um procedimento cirúrgico, transplante ou implante capilar.

Implante x transplante de cabelo

Se os medicamentos não trouxerem nenhum resultado, a cirurgia capilar pode ser uma opção viável. Mas quais são as diferenças entre as duas técnicas e como decidir entre elas? Para quem desconhece, a distinção básica é relacionada com o material utilizado: no caso do implante, é utilizada uma prótese capilar masculina ou feminina, ou seja, o material dos fios é artificial; já para o transplante, é retirada uma pequena área doadora do próprio paciente.

O implante capilar é bastante raro de ser feito, principalmente no Brasil, pois os fios, embora sejam de uma biofibra – material semissintético similar aos cabelos – utilizada há algum tempo na Europa, ainda podem ser rejeitados pelo corpo. Como consequência, o pós-cirúrgico é bem delicado e demora um pouco mais. Por isso, o transplante de cabelo é mais factível e, com certeza, a escolha mais adequada.

Transplante cabelo: como funciona?

Para entender melhor como o transplante funciona, é preciso compreender que os folículos capilares de uma mesma pessoa podem ter sequências genéticas diferentes entre si. Isso significa que a testosterona, em certas regiões, pode prejudicar o nascimento de alguns fios e, em outras partes, pode colaborar para que eles cresçam. Portanto, é bastante comum a calvície não atingir todo o couro cabeludo.

A importância desse fator está na possibilidade de retirar folículos saudáveis para recolocá-los nas áreas afetadas pela alopecia, e por serem do próprio paciente, o organismo não rejeita as unidades capilares “novas”. De maneira geral, este é um procedimento relativamente simples, entretanto, existem duas diferentes abordagens que o médico cirurgião pode adotar.

Técnica FUT

Neste tratamento para calvície, é retirada uma faixa de couro cabeludo na parte lateral (temporal) ou posterior (occipital) – normalmente, áreas não prejudicadas pela calvície – da cabeça para os folículos capilares serem separados e inseridos na região afetada. É o método mais simples e rápido de transplante, porém, mais dolorido, visto que é necessária uma sutura.

Técnica FUE

Com prós e contras se comparada ao FUT, a técnica FUE é uma prática que exige maior trabalho e tempo na cirurgia, pois as unidades capilares são retiradas uma a uma da área doadora. No entanto, a recuperação é muito mais tranquila, já que forma mínimas cicatrizes puntiformes imperceptíveis sem precisar de sutura.

Transplante capilar: pré-requisitos

Muito embora sejam métodos bastante utilizados pelos médicos cirurgiões, nem sempre é possível realizar o transplante capilar FUE ou FUT. É imprescindível que o paciente siga alguns preceitos para estar apto ao procedimento, afinal, apesar de simples, ainda é uma operação como qualquer outra.

Entre os pré-requisitos, é necessário, primeiramente, que se tenha uma boa área doadora: em casos de alopecia androgenética avançada, nem sempre as regiões lateral e posterior possuem folículos capilares saudáveis e propícios para serem transplantados. Na calvície masculina, ainda existe a vantagem de retirar unidades capilares de regiões como barba, tórax, costas, entre outros, mas, nas mulheres, nem sempre é possível. Outro fator importante é idade, visto que os primeiros sinais de calvície surgem a partir dos 20 anos, mas podem evoluir depois dos 45. Nessa circunstância, é feita uma avaliação para analisar a estabilidade de cada caso; de maneira geral, dificilmente a cirurgia poderá ser realizada em pacientes muito jovens.

Contra-indicações

Vale apontar que, mesmo de acordo com essas condições, ainda existem pacientes impossibilitados de fazer o transplante capilar. Por ser um procedimento operatório, pessoas com algumas doenças cardíacas – arritmia, insuficiência cardíaca e até infarto recente –, por exemplo, e outras complicações semelhantes não podem realizar esse tratamento de calvície.

Transplante capilar: pós-operatório

Diferentemente do implante capilar, o pós-operatório do transplante é bastante tranquilo. Para a técnica FUT, especificamente, é necessário retornar ao médico para retirar os pontos cerca de 10 a 15 dias depois do processo cirúrgico. Para ambas as práticas, o tempo de internação varia de quatro a seis horas e não é preciso fazer curativos, podendo apoiar a área doadora para dormir. Os cuidados maiores são: evitar apoiar a região receptora dos folículos e utilizar dois travesseiros para manter a cabeça alta.

A primeira lavagem é feita após 24 ou 48 horas, dependendo do caso; nesse momento, o enxágue deve ser feito de maneira adequada para evitar coceiras e alergias. Além disso, caso perceba algum inchaço – bastante comum até uma semana depois da operação –, compressas frias poderão trazer mais conforto neste período. Por fim, deve-se evitar exposição solar e atividades físicas por até um mês.

Transplante capilar resultados

Os primeiros resultados podem levar alguns meses para aparecer, sendo que no sexto mês já apresenta efeitos definitivos. A foliculite, nesse período, é bem comum, pois é um sinal de funcionamento das glândulas sebáceas presentes nos folículos enxertados. Em muitos casos, os fios implantados caem e voltam a crescer depois de um tempo, pois as unidades capilares “novas” não apresentam os genes da calvície.

 

 

Ficou com dúvidas sobre Transplante Capilar? Confira os posts abaixo no Blog do Dr. Fabrício Ribeiro: