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Blog Transplante Capilar Dr. Fabricio Ribeiro

Queda de cabelo

A queda de cabelo é uma queixa comum nos consultórios médicos, podendo afetar até metade dos homens e mulheres ao longo da vida. Embora a queda capilar possa ocorrer em qualquer parte do corpo, a principal região acometida é o couro cabeludo.
As principais causas de queda dos cabelos são: doenças endócrinas, predisposição genética, doença sistêmica, medicamentos, alterações psicológicas, hábitos alimentares (dietas restritivas), trauma, infecções, doenças auto-imunes e alterações do fio de cabelo.
A investigação diagnóstica da queda de cabelo deve iniciar com uma detalhada história e exame clínico.

Alopecia Androgenética

Miniaturização do fio de cabeloTambém conhecida como calvície, a alopecia androgenética é a causa mais comum de queda de cabelo.
Na alopecia andrognética a queda capilar inicia–se após a puberdade, geralmente entre 20 a 30 anos, porém um grupo de pacientes pode iniciar o quadro após os 45 anos. Nesse tipo de queda capilar, os fios de cabelos se tornam mais finos, mais curtos, mais claros, de maneira lenta e progressiva, até a total atrofia do folículo piloso. Esse processo recebe o nome de miniaturização.
Não são todos os fios de cabelos que podem cair na alopecia androgenética. Apenas aqueles localizados na porção superior da cabeça, pois são geneticamente predispostos, diferente dos fios da região lateral e posterior da cabeça, que não possuem o gene da calvície, e portanto, não caem.
A alopecia androgenética possui apresentação diferente no homem e na mulher, saiba mais sobre a calvície masculina ou sobre a calvície feminina.

Eflúvio Telógeno

Os fios de cabelos possuem um ciclo de vida bem característico e é divido em três fases:

  1. anágena : fase em ocorre o crescimento dos fios de cabelos, cerca de 90 % dos fios estão nesta fase.
  2. catágena: fase de repouso do crescimento;
  3. telógena: fase de queda do fio de cabelo. Em torno de 10 % dos fios estão nesta fase.

No eflúvio telógeno ocorre uma alteração na distribuição dos fios no ciclo de vida do cabelo. Ou seja, há um aumento dos fios na fase de queda capilar, a fase telógena. Normalmente, cerca de 10 % dos fios encontra–se na fase telógena, no eflúvio telógeno esse número triplica, chegando a 30 %. As principais causas de eflúvio telógeno são:

  • anemia por deficiência de ferro,
  • doenças da tireóide,
  • doenças graves debilitantes,
  • pós operatórios de grandes cirurgias,
  • estresse psicológico, dietas restritivas,
  • uso de medicamentos,
  • pós parto.

Teste de TraçãoA principal característica clínica do eflúvio telógeno é a queda do cabelo com a mínima tração. Desse modo, o paciente percebe grande queda capilar ao escovar ou lavar os cabelos. No consultório é fácil comprovar essa queda através do teste de tração. Ao tracionar um grupo de fios de cabelos, observa–se que mais de 10 % deste são destacados do couro cabeludo.
O eflúvio telógeno tem duração média de 2 a 4 meses e o tratamento é dirigido para a causa básica. No eflúvio telógeno não está indicado o implante capilar, tratando–se a causa da queda capilar, o cabelo voltará a crescer.

Alopecia areata

A queda capilar ocorre devido a um mecanismo auto imune, ou seja, o próprio organismo destrói o folículo piloso através de um processo imunológico.
Alopecia AreataA incidência de alopecia areata é de 2% da população. Homens e mulheres são afetados, sendo que metade dos casos ocorre em indivíduos com menos de 30 anos. Clinicamente, a alopecia areata se apresenta com áreas ovaladas calvas, únicas ou múltiplas e confluentes. Em 10 % dos casos ocorre evolução para alopecia areata totalis, em que ocorre a queda de todos os cabelos do couro cabeludo. E , em 1 % dos casos, onde ocorre a alopecia areata universalis, onde queda de todos os pêlos do corpo, cabelo, sobrancelha, cílios, pêlos pubianos e da axila.
Observa–se que até metade dos indivíduos recupera–se espontaneamente em até um ano, no entanto, é freqüente as recidivas. É comum a associação da alopecia areata com alterações distróficas das unhas.
Fio de cabelo em ExplicaçãoO sinal característico da alopecia areata é a presença do fio de cabelo em exclamação, em que a porção distal do fio possui calibre normal, enquanto a proximal é mais fina.
O tratamento da alopecia areata depende da extensão da doença e da idade do paciente, desse modo, pode–se usar medicações tópicas como o minoxidil 5% ou cremes de corticóides e, até infiltrações com corticóides e imunoterapia.
Por ser um doença auto imune, na alopecia areata não está indicado o implante capilar, já que os fios implantados também poderão cair pela ação imunológica.

Tricotilomania

Trata–se de uma compulsão de puxar ou arrancar os cabelos. Geralmente ocorre em crianças, porém pode persistir na fase adulta. A compulsão pode não se restringir ao couro cabeludo, levando a retirada compulsiva da sobrancelhas, cílios, ou mesmo a barba.
Na tricotilomania ocorre uma queda de cabelo levando a um padrão bizarro e artificial. Nos casos iniciais pode–se observar fios de cabelos torcidos e quebrados nas regiões de alopecia, enquanto nos casos crônicos se observa apenas áreas de alopecia com cicatriz.
Em alguns casos, além da compulsão de arrancar os cabelos, pode–se associar a compulsão de comer os cabelos, quadro conhecido com trictilofagia.
O tratamento da tricotilomania é através de suporte psicológico e em alguns casos é indicado o uso de medicamentos para o tratamento da compulsão.

Alopecia por tração

O hábito de usar cabelos presos, com os fios muito tracionados pode levar o aparecimento de alopecia, principalmente, nas região das têmporas. É mais freqüente em mulheres, em especial naquelas com o cabelo crespo. A tração sobre os fios promove a lesão da haste do cabelo e ainda pode influenciar no ciclo de vida do cabelo.
O tratamento da alopecia por tração envolve a mudança no estilo do cabelo. No entanto, o uso do cabelo preso, tracionado pode levar a perda capilar definitiva.

Alopecia cicatricial

A principal característica desse tipo de queda de cabelo é que trata–se de uma situação definitiva, ou seja, ocorre destruição completa da unidade folicular.
Existem um número grande de situações que pode levar a alopecia cicatricial:

  • foliculite fúngica ou bacteriana;
  • lúpus discóide;
  • líquen plano pilar;
  • ou seja, qualquer situação que provoque a destruição do folículo piloso.

O tratamento da alopecia cicatricial deve ser direcionado para a causa básica, com objetivo de reduzir ou conter a evolução da doença.

Anormalidades do fio de cabelo

Nesse caso o que ocorre é a quebra precoce do fio de cabelo ao invés da queda. Em adultos, a principal causa envolve tratamentos cosméticos mal realizados, como uso exagerado de secadores, chapinhas e alisamentos inadequados.
Clinicamente, observa–se áreas em que há menos cabelos, com fios de diferentes comprimentos, como se o fio não conseguisse crescer como os de outras regiões do couro cabeludo.
Existem ainda doenças específicas que provocam alteração do fio de cabelo, como a tricorrexe nodosa, em que o fio de cabelo quebra em pontos nodulares. A tricorrexe nodosa, geralmente é causada por lesão do fio de cabelo, no entanto pode estar associado a condições genéticas e metabólicas.
Independente do tipo de queda de cabelo, o tratamento sempre inicia–se com o diagnóstico adequado, e para isso é fundamental a avaliação de um médico especialista.